Perdidos 5x08: LaFleur
Postado por SKJ.
Perdidos proporcionou-nos mais um excelente episódio com este Perdidos 5x08: LaFleur, só é pena que para vermos outro como este tenhamos que esperar duas semanas... Mas vamos ao resumo...

O episódio começa com a cena em que Sawyer está a segurar a corda com a qual Locke desceu para a estação Orquídea. Todos percebem que já não há nada a fazer e Juliet comenta que seja lá onde é que eles estejam, estão num tempo antes do poço ser construído. Miles observa algo, e diz que eles estão muito antes da construção do poço. Quando podemos ver o que ele observa, vemos que se trata de uma estátua gigantesca.

Vemos então, mais uma vez, Locke a girar a roda, enquanto Miles, Jin, Sawyer e Juliet são transportados por mais um clarão que, segundo eles, desta vez foi mais forte do que os outros. O volta a aparecer, mas quando Sawyer tenta entrar para dentro dele, vemos que ele está cheio de pedras até cima. Todos reparam que as dores de cabeça e os sangramentos pelo nariz pararam, o que leva a que Juliet concluía que Locke conseguiu fazer o que tinha que fazer, e Sawyer diz que eles têm que esperar por ele, demore o tempo que demorar.

Passam três anos, e vemos Jerry, um tipo da Dharma, a dançar com uma mulher chamada Rosie, no que tudo indica ser a estação Pérola. Eles são interrompidos por outro tipo da Dharma, Phil, que teme que LaFleur descubra aquela visita feminina. Os dois homens começam a discutir quando a rapariga chama a atenção para algo que aparece num monitor: um homem, bêbado, próximo à cerca electrónica. Vemos, então, que se trata de Horace Goodspeed. Este acende uma dinamite e a atira-o para próximo da cerca. Os dois mandam Rosie embora e decidem ir acordar LaFleur. Quando chegam à casa, hesitam, mas acabam por bater à porta, e quem abre a porta é, nada mais, nada menos, do que Sawyer, que depois de saber o que se passa, veste o seu fato Dharma, com o seu “novo” nome e a sua função (chefe da segurança), saíndo com os dois homens.

Numa daquelas carrinhas azuis da Dharma, Sawyer vais buscar Miles (também ele vestido a rigor) e eles vão procurar Horace, a quem chamam de “nosso líder”. Ao chegarem lá, Sawyer diz a Miles para apagar o fogo e pegar a dinamite enquanto ele leva Horace para casa. Sawyer leva Horace para casa de Amy, que está grávida, e explica o que ele estava a fazer. Chamando Sawyer de Jim, ela conta que os dois discutiram por causa de um Paul e quando se prepara para contar tudo o que se passou, acaba por entrar em trabalho de parto.

Voltamos três anos atrás no tempo, onde Sawyer, Jin, Juliet e Miles vêem Faraday transtornado, a chorar e falar sozinho. Ele conta que Charlotte morreu e que, com o clarão, ela desapareceu. O físico também confirma que os saltos no tempo acabaram, e que seja lá em que época eles estavam, era nela que iam ficar. Sawyer diz que o melhor é voltar à praia, pois Locke e os outros vão procurá-los por lá quando voltarem à Ilha. Miles relembra o ataque com as flechas, mas Juliet concorda com Sawyer, o que leva a que os cinco partam em direcção à praia.

Enquanto caminham, Juliet diz a Sawyer que só o apoiou para param com as discussões e por não haver um plano melhor, pois não concorda com o plano de voltar à praia. Ele diz que está aberto a sugestões, sendo que instantes depois, eles ouvem tiros e o que parece ser uma mulher a chorar. Quando chegam ao local de onde vieram os tiros, eles vêem uma mulher a ser atacada por dois sujeitos, enquanto um homem vestido com um dos fatos da Darma está caído no chão, aparentemente, morto. Em seguida, os dois homens põem um saco na cabeça da mulher e a fazem-na ajoelhar. Faraday relembra que é inútil tentar intervir, pois “o que aconteceu, aconteceu”. Mas Sawyer e Juliet decidem intervir. Enquanto a médica mata um deles, Sawyer mata o outro. Ao ajudarem a mulher, tirando-lhe o saco, vemos que é Amy. Ela pergunta a Sawyer quem é que eles são, mas eles não respondem. A mulher chora e, a alguns metros dela, Juliet e Sawyer deduzem pela roupa da Dharma do morto que eles devem estar na década de 70 ou na de 80. Ele pergunta se ela conhece os Outros, e ela diz que eles são antes da época dela. Jin pega num walkie talkie do morto, que entrega a Sawyer. Este deduz que eles podem ter pedido ajuda e diz a Amy que têm de sair dali, acrescentando que eles foram parar à Ilha num barco que estava a viajar para o Taiti. Ela diz que é preciso enterrar os hostis, porque se tal não acontecer a trégua acaba, e que precisam levar Paul de volta para casa. Eles concordam com Amy, e ela conta que o morto é o seu marido. A caminho da vila Dharma, Sawyer comenta com Juliet e Miles que o grupo irá fazer muitas perguntas a eles, e diz para que fiquem calados, deixando a mentira por conta dele, garantindo que têm experiência, pois sempre fez aquilo para poder sobreviver. A certa altura, Juliet grita para que Faraday pare de andar. Nisto, vemos que eles estão diante da cerca electrónica.
Juliet pede a Amy para desligar a cerca, e ela parece ficar admirada por eles saberem, supostamente, para que é que aquilo serve. Sawyer convence-a, lembrando que eles acabaram de salvá-la. Sem que eles vejam, ela digita o código de acesso, abre a caixa do teclado da cerca e pega algo dentro dela, acrescentando que está desactivada. Sawyer diz para ela avançar primeiro, e ela assim faz. Mas quando o grupo faz o mesmo, todos caem, afectados pela cerca. Nada acontece a Amy, que vemos tirar tampões dos ouvidos.

Avançamos, novamente, três anos no tempo. Amy está na enfermaria, em trabalho de parto. O médico pergunta por Horace, e Sawyer (ou LaFleur, como quiserem) diz que ele não está disponível. O doutor explica que ela precisava fazer uma cesariana, que o bebé está ameaçado e que todas as muleres da Dharma costumam dar à luz fora da Ilha, acrescentando ainda que ela era para partir no submarino em breve, mas que o bebé está a nascer antes do tempo. Vendo que o médico não é capaz de fazer o parto, Sawyer vai até uma oficina mecânica, e descobrimos que Juliet trabalha nela. Ele explica o que se está a passar com Amy, e pede-lhe ajuda, mas ela diz que nenhum parto do qual ela participou na Ilha foi bem sucedido. Mesmo assim, Sawyer consegue convencê-la, dizendo que é provável que o que tem afectado as mães e os bebés na Ilha pode ainda não ter começado. Já na enfermaria, Juliet pede instrumentos para o parto ao médico, que se recusa a ajudar, só o fazendo quando Amy diz que quer que Juliet faça o seu parto. Do lado de fora da enfermaria, Jin (mais um vestido a rigor, como já vimos em episódios anteriores) fala com Sawyer. Ele fala do parto de Amy e pergunta ao coreano sobre a busca, mas Jin diz que ainda não encontraram nada, perguntando, ainda, até quando é que vão procurar, ao que Sawyer responde que vão procurar até quando for preciso. Nisto, aparece Juliet, visivelmente emocionada, e quando Sawyer pergunta como tudo correu, ela diz que tudo está bem e que todos estão bem, para alegria de todos.

Mesmo sem nos ser dada a indicação, percebemos que voltamos outra vez atrás no tempo, onde vemos Sawyer a acordar num sofá, na sala de jogos da Dharma, diante de Horace Goodspeed. Este agradece a ajuda que eles deram, e explica que eles foram afectados pela cerca porque eles precisam de se defender dos indígenas hostis, com os quais não têm muito boas relações, e pergunta quem Sawyer é. Este diz que se chama James LaFleur, mas que toda a gente lhe chama de Jim. Goodspeed diz, ainda, que os amigos de Sawyer mandaram que falasse com ele para ouvir explicações, pois ele é o capitão do barco em que eles viajavam. Sawyer conta que eles sofreram um naufrágio, e que estavam num navio de resgate, tentando encontrar uma famosa embarcação naufragada: um navio negreiro, vindo de Inglaterra, chamado Black Rock. Ele pergunta se ele algum vez ouviu falar dele, ao qual Goodspeed responde que não. Este quer saber o que eles fizeram desde o naufrágio, e Sawyer explica que estavam a tentar encontra o resto dos membros da sua equipa, que andavam perdidos. Goodspeed diz que, se os Dharma os acharem que os manda para junto eles. Entretanto, o submarino partirá pela manhã, e Sawyer e os amigos serão deixados no Taiti. Sawyer tenta negociar, dizendo que salvou uma do grupo deles, e que por isso poderia ter uma ou duas semanas para procurar o resto dos amigos. Horace recusa, dizendo que só os membros da Dharma podem ficar e que ele não um desses membros. Do lado de fora, enquanto aguardam Sawyer, Juliet conta a Miles, Jin e Faraday como chegou à Ilha, acrescentando que viveu três anos naquela vila depois dos Outros terem matado os seus habitantes. Triste, Faraday confirma a Jin que não haverá mais clarões, até que de repente, ele vê uma menina, pequena e ruiva, que ele , sendo que o primeiro diz que o segundo os colocará a par da situação e que em breve alguém lhes mostrará os seus dormitórios.

Quando Sawyer começa a explicar que Goodspeed acreditou na mentira dele, e que eles serão enviados para o Taiti de submarino, soa um alarme. Luzes são acesas, há uma enorme correria, e um Dharma ordena que eles vão para dentro de uma casa. Na janela da casa, Sawyer e Juliet vêem um homem com uma tocha do lado de fora, é Richard Alpert. Os dois concluem que as coisas vão aquecer. Logo, a porta de uma casa abre-se na vila: é a de Horace Goodspeed, que sai para conversar com Alpert, dizendo que, se tivesse sido avisado, teria desligado a cerca. Ele diz que aquilo pode manter outras pessoas afastadas, mas não a eles, acrescentando que a trégua deles foi quebrada. Na casa, Miles vê os dois a discutir e diz que partir no submarino até pode ser uma boa ideia. Goodspeed entra na casa e pergunta a Sawyer onde é que ele enterrou os corpos e Sawyer pede para falar com Richard. Goodspeed tenta impedi-lo, mas o Sawyer não lhe liga. Juliet pergunta se ele tem certeza do que fará, ao que ele diz que não, mas que pensará em alguma coisa. Ao aproximar-se de Richard, Sawyer cumprimenta-o, diz que foi o homem que matou os hostis e conta, em seguida, o que o levou a fazer, acrescentando que assim sendo a trégua não foi quebrada, pois ele não é da Dharma. Richard quer, então, saber quem ele é, sendo que duma maneira genial Sawyer em vez de responder pergunta se eles enterraram a bomba Jughead, o que deixa Alpert perplexo, e Sawyer acrescenta que sabe também que, há uns 20 anos, um sujeito foi falar com ele, dizendo ser o líder do grupo, e desaparecendo em seguida, acrescentando que o nome desse homem é John Locke, e que também ele está à espera que ele volte. Alpert acredita que ele não é da Dharma, mas acrescenta que os dois homens deles estão mortos, e que o seu povo espera algum tipo de justiça. Em uma das casas Dharma, Amy cuida do corpo de Paul quando recebe a visita de Sawyer e de Goodspeed. Este explica que contou ao hostil aonde os corpos foram enterrados, e que ele quer levar o corpo de Paul. Este diz que a decisão é dela e que se ela recusar ele estará do lado dela, pronto para sofrer as consequências. Amy concorda, dizendo que Paul gostaria de vê-los seguros, e pede um minuto de privacidade com o morto, sendo atendida. A chorar, ela pega do pescoço de Paul um colar com uma espécie de uma cruz egípcia. Sawyer oferece ajuda a Goodspeed para levar o corpo. Ele agradece, mas recusa, acrescentando que dará a Sawyer duas semanas para procurar o resto da equipa dele e que ele embarcará no submarino da próxima vez que ele sair da Ilha. Precisamente, junto ao submarino, Sawyer dá a boa notícia a Juliet, mas ela diz que sairá da Ilha no submarino, pois ficou três anos como prisioneira na Ilha. Ele diz que o motivo que a faz querer voltar ainda não existe em 1974, mas parece não a convencer. Então ele diz que precisa dela que não pode ficar sozinho com um cientista meio maluco, um tipo que fala com os mortos e um indivíduo, que apesar de ser porreiro, não é lá muito falador. Ele acrescenta que só pede duas semanas e ela acaba por ceder.

Três anos depois, Sawyer caminha pela vila, e colhe uma flor num jardim, entrando de seguida numa das casas. Elogia o cheiro da comida, e a cozinheira é Juliet, a quem ele entrega a flor. Ela agradece por ele ter acreditado nela e os dois se beijam apaixonadamente. Os dizem que se amam e voltam a beijar-se...

Já longe dali, e vemos Sawyer a ler, e a ser interrompido pelos roncos de Goodspeed no sofá. Este acaba por acordar, e Sawyer diz que tem um boas e um má notícia, sendo que a boa é que Horace já é pai e a má que ele perdeu aquele momento. Depois de dizer que é um menino, Sawyer pergunta por que é que ele se embebedou e andava a atirar dinamite para as árvores. Ele conta que, sem querer, encontrou a cruz de Paul na gaveta das meias de Amy, mostrando o colar ao chefe de segurança. Este diz que é estúpido eles terem discutido por aquilo, sendo que Horace acrescenta que passaram três anos desde que Paul morreu e que não tem a certeza se três anos é suficiente para esquecer alguém. Sawyer diz, então, que em tempos gostou duma mulher e que teve hipóteses de ficar com ela, e que durante muito tempo pensou se não tinha sido um erro deixá-la ir. Sawyer acrescenta que agora mal reconhece o rosto dela e que, sim, três anos são suficientes para se esquecer alguém.

Talvez já na manhã seguinte, na cama com Juliet, Sawyer ouve o telefone tocar. Ao atender ele fica preocupado e assustado, pedindo para que os leve para o “vale norte”. Juliet acorda e pergunta quem era ao telefone. Ele diz que era o Jin, mas garante que está tudo bem, só precisa de ir ter com ele. A conduzir um jipe, Sawyer vai até o local combinado, onde vê Jin chegar com a sua carrinha Dharma. E de dentro dela saem, primeiro, Hurley e Jack, sendo que não demora até que apareça atrás deles, Kate. Sawyer observa-os, num misto de alegria e admiração.

Sem dúvida um excelente capítulo, onde se pode dizer que Perdidos voltou às origem, com um episódio centrado num personagem e sem viagens no tempo, narizes a sangrar e coisas assim, que nós nem imaginávamos vir a ver quando a série começou. Perdidos é assim, uma caixinha de surpresas que todas as semanas gostamos de abrir, só é pena que desta vez tenhamos de esperar duas semanas... mas isso, já nos ultrapassa.

-> Como sempre o crédito das imagens vai para o Naufrago. Podem visitá-lo aqui.

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