Perdidos 5x16-17: The Incident
Postado por SKJ.
Que grande final de temporada que Perdidos nos trouxe. Um episódio emocionante que ao contrário do que seria de esperar trouxe mais perguntas do que respostas. E o final!? Que final... será que o Ben não pode rodar a roda de gelo e saltarmos já para 2010...

O episódio começa com um homem loiro, de barba e com roupas antigas, a usar um tear para fazer uma espécie de tapete com símbolos egípcios, que é posta na parede de uma sala com uma fogueira ao centro. Depois, vemos o mesmo homem a pescar, e enquanto come o peixe que acabava de assar na praia, ele vê no mar um barco que parece ser o Black Rock. Logo, um outro homem se aproxima ele. O loiro pergunta se ele está ali por causa do barco, e ele confirma, querendo saber como é que ele conseguiu encontrar a Ilha. Obtendo como responda que saberão quando eles chegarem a terra firme. O homem acusa, então, o loiro de ser o responsável pela chegada do barco e que ele fez aquilo para provar que ele estava errado, sendo que o loiro confirma que ele está mesmo errado, e apesar do outro lhe dizer que sempre que alguém vem (entendo que se refere à Ilha), eles lutam, destroem, corrompem e que tudo termina sempre assim, o loiro diz que só termina uma vez e que acontece antes disso é progresso. Então, o outro homem pergunta se ele sabe a vontade que ele tem de matá-lo, e o loiro diz que sim. Sendo que o outro acrescenta que mais cedo ou mais tarde ele encontrará uma passagem de volta e vai conseguir voltar ali. O loiro diz que estará lá à espera e o outro homem levanta-se dizendo que é sempre um prazer falar com ele, chamando-lhe de Jacob. E vemos então que Jacob está aos pés da estátua do pé de quatro dedos.

Numa espécie de flashback, um menino e uma menina estão do lado de fora de uma loja. O menino traz nas mãos o aviãozinho que Kate tirou do cofre, quando adulta. Os meninos entram na loja, e o rapaz vigia o dono enquanto a menina tenta roubar uma lancheira. Antes que eles saiam da loja, o dono desconfia deles e vê que eles roubaram a lancheira. Ele diz que sabe que ela é a filha de Diane Austen, sendo que ela confirma dizendo que se chama Kate. O dono da loja diz que vai ligar para a mãe dela e para a polícia, mas antes que ele ligue, um outro homem na loja oferece-se para comprar a lancheira e dá-la à menina. Vemos então que esse homem é Jacob. O dono da loja aceita a oferta, Jacob dá a lancheira à Kate e diz-lhe para ela prometer que nunca vai voltar a roubar, pedindo que ela seja boazinha.

Estamos em 1977. No submarino, os passageiros preparam-se para tomar os sedativos para a viagem. Kate diz que está ali porque foi atrás deles, pois Jack está prestes a detonar uma bomba, e eles precisam impedi-lo. Sawyer diz que não irá ajudar, pois tudo estava bem até que ela, Jack e Hurley voltaram, e agora eles vão tentar a sorte no “mundo real” e que se Jack vai explodir a ilha, que o faça.

Nos túneis subterrâneos, Sayid descobre nas anotações de Faraday que tudo o que eles vão precisar é do núcleo da bomba. Alpert acha aquilo tudo um absurdo, e pergunta a Eloíse se ela acha aquilo prudente, observando que ela está grávida, mas ela está disposta a continuar. Sayid conta que, depois de o núcleo ser removido, eles terão cerca de duas horas para levá-lo até a área da estação Cisne.

Na área da Cisne, Radzinski percebe que o trabalho de perfuração está interrompido, e Chang assume a culpa. Eles discutem e enquanto o oriental adverte para o perigo de um acidente, Radzinski parece estar resolvido a continuar o trabalho, dizendo que ele trabalha há seis anos para construir uma estação em que eles poderão manipular o electromagnetismo e que estava ali para mudar o mundo, e é que era exactamente o que pretendia fazer.

Trinta anos depois, Locke, Alpert, Ben, Sun e os Outros rumam para encontrar Jacob. Sun pergunta a Ben quem é o homem, e ele explica que Jacob é quem comanda a Ilha, e que é a ele que o líder responde. Sendo que quando ela lhe pergunta como ele é Ben admite que nunca o viu. A alguns metros dali, Locke pergunta a Richard Alpert por é que ele não para de olhar para ele. O Outro explica que não percebe como é que Ben o estrangulou e o viu no caixão, e agora ele voltou a viver, perguntando como aquilo é possível. Locke diz que Richard está há mais tempo na Ilha, e que por isso devia ser ele a saber a resposta para aquilo. Alpert diz que está na Ilha há muito tempo e que já viu coisas incríveis por lá, mas nunca um homem voltar à vida. Locke diz que também nunca viu ninguém que não envelhecer, sendo que Alpert explica que é assim por causa de Jacob, e que Locke voltou à vida também por causa dele. Locke concorda e diz que é por isso que quer ir até ele para lhe poder agradecer. Acrescentando que depois de fazermos isso, vão ter que lidar com os passageiros do voo da Ajira que o trouxeram de volta. Richard diz não entender, mas Locke diz que sabe bem o que ele quis dizer.

Num barco, Ilana, Bram e outros três remam até chegar a um pedaço de terra. Também na embarcação estão Frank Lapidus, amarrado e desacordado, bem como a misteriosa caixa que eles transportam. Bram diz não perceber porque é que Frank foi com eles e Ilana diz que não é por ele não saber a resposta que ele não é importante, e que podem precisar dele. Bram pergunta se ela acha que ele pode ser um candidato, e os dois notam que o piloto está acordado. Bram pergunta o quanto é que ele ouviu da conversa, e Lapidus diz que ouviu o suficiente e pergunta quem eles são. Ilana diz que eles são amigos e, então, Frank quer saber o que está dentro da caixa. Ilana ordena que os outros a abram. Sem que vejamos o que há dentro dele, Lapidus dá uma olhada e parece não acreditar no que vê.

Fora da Ilha, algumas pessoas assistem a um funeral. Entre eles está um rapaz, que depois aparece nas escadarias do local, tentando escrever algo num caderno mas a caneta está a falhar. Um homem vem oferecer outra caneta: é Jacob, que lamenta a perda dele e o chama de James. Ele deixa a caneta e parte, e vemos que o pequeno James está a escrever a carta que haveria de entregar ao verdadeiri Sawyer. Logo, outro homem aproxima-se do menino, e lê o que ele escreveu. O homem pede que o menino lhe prometa não continuar a carta e que nada trará os país dele de volta, pois o que está feito, está feito.

No submarino, Sawyer repete o que Kate havia acabado de lhe contar e reafirma a intenção de deixar tudo para trás, mas na hora em que o homem chega com os sedativos do trio, Juliet o paralisa, dizendo que não pode deixar que todas aquelas pessoas morram, perguntando se ele vai ajudá-las ou não. Sawyer concorda. Eles vão até ao piloto do submarino, apontando-lhe uma arma, e mandando-o emergir, pedindo que ele depois tire o resto das pessoas da Ilha.

Nos túneis, Sayid retira o núcleo da bomba. Alpert fala a Jack que conheceu Locke vinte anos antes, e ele disse que seria o líder do seu grupo, mas no entanto, ele já tinha ido ao encontro dele fora da Ilha várias vezes, e que nunca lhe pareceu especial. O médico diz que o conhece, e que não deveria desistir dele.

Nos tempos atuais, Locke e companhia seguem rumo a Jacob. Locke quer saber por que é que Ben não contou a Alpert os planos que ele tinha. Ben diz que pensou que aquilo seria segredo e que não contou, pois a falecida filha dele o ameaçou se ele não fizesse tudo o que Locke mandasse, contando que tudo aconteceu quando ele foi ver o monstro. Quando percebe que Ben está disposto a fazer tudo o que ele disser, Locke diz que assim já não o terá que convencer, pois quem irá matar Jacob será o Ben. Ben fica incrédulo.

Fora da Ilha, vemos Sayid e Nadia em Los Angeles, prestes a atravessar a rua na passadeira. O semáforo fica verde, e eles começam a caminhar, mas um homem pede orientações a Sayid: é, mais uma vez, Jacob. O iraquiano começa a falar com Jacob, Nadia segue, e um carro vem e a atropela, arrancando em seguida. Sayid abaixa-se para socorrê-la, mas tudo o que ela diz é que ele a leva para casa.

Nos túneis, Sayid guarda o núcleo da bomba numa mochila e, guiados por Alpert, eles começam a percorrer os túneis. O hostil encontra uma parede e, com a ajuda de uma marreta, derruba-la, e vemos que ela vai dar dentro de uma casa na Vila Dharma, concerta aquela casa que um dia será de Ben. Quando Eloise está pronta para seguir em primeiro lugar, Alpert desmaia-la dando-lhe com a arma na cabeça. Ele diz que está a proteger a líder deles e que ele já fez o que ela mandou: já os ajudou e agora eles estavam por conta própria. Eles voltam por onde eles vieram e Sayid e Jack, seguem pelo buraco. Pelas janelas da casa, eles vêem os Dharma agitados, ao som do sinal de alerta. Sayid sugere que eles saiam camuflados, pegando no fato Dharma de Horace Goodspeed. Vestidos a rigor eles caminham pela Vila, até Roger Linus reconhecer o iraquiano como o homem que disparou contra o filho dele, apontando uma arma para ele. Sayid ainda tenta gritar que carrega uma bomba nuclear, mas Roger dá-lhe um tiro no estômago. Jack atira no pai de Ben, e começa um tiroteio. O médico consegue socorrer o iraquiano, tentando tirá-lo dali, mas com dificuldade. Até que aparece uma das carrinhas Dharma. Uma das portas abre-se e vemos Jin, Hurley e Miles que pedem que Jack entre e seguem a alta velocidade.

Entretanto, o submarino parte, deixando Sawyer, Juliet e Kate num bote, remando de volta à Ilha. Sawyer e Kate implicam um com o outro sobre a direcção que a seguir, enquanto Juliet vê o submarino partir. Ao chegarem, Kate agradece a Juliet, e vemos Vincent vir em direcção a eles. Sawyer faz festas no cão, dizendo que à três anos que não o vê. É então, que vemos também Rose, que chama por Bernard que logo também aparece.

Na carrinha, Miles fica espantado com a bomba, Jack socorre Sayid e ordena a Hurley que dirija até a estação Cisne. Jin quer saber por que eles precisam ir à escotilha e Jack diz que talvez aquele seja a única maneira de ele voltar a ver a mulher.

Caminhando na floresta, Rose e Bernard explicam que viveram sozinhos na floresta nos últimos três anos, e que não foram encontrar Sawyer no riacho por medo dos ataques. Os dois levam o trio até uma cabana que construíram na floresta. Sawyer conta que Jack está prestes a explodir uma bomba por lá, e Rose diz não se importar, observando que as coisas continuam na mesma, ou seja, eles voltaram trinta anos no tempo, mas eles continuam a disparar uns contra os outros. Juliet pergunta a Rose em que direcção ficam as instalações da Dharma para que eles tentem impedir Jack ou então todos morrem. Bernard diz que se assim tiver que ser, então que seja, o que interessa é que ele e Rose estejam juntos. Sawyer e Juliet se entreolham, como que com inveja daqueles palavras. Rose diz, então, que direcção os três devem tomar.

Noutro local e tempo, Ilana, Bram, Lapidus e companhia caminham pela floresta. O piloto diz que perferia não saber o que estava dentro da caixa e pergunta o que eles estão a pensar fazer com ela. Bram explica que vão mostrar o seu conteúdo a algumas pessoas e que eles estão contra alguém que iria assustar mais Frank do que aquilo que está dentro da caixa, mas que ele não precisa de se preocupar, pois estaria em segurança enquanto estivesse com eles. Depois de acrescentar que eles são os “bons”, Lapidus diz que pela experiência dele quem diz ser os “bons”, mostra sempre ser os “maus”. Nisso, Ilana diz que eles chegaram e vemos, diante deles, a cabana de Jacob. Ela e o grupo observam a trilha de cinzas em volta e reparam que há uma falha. Ilana manda que eles esperem ali, e vai em direcção à cabana.

Fora da Ilha, num flashback, vemos Ilana toda enfaixada, deitada na enfermaria de um lugar pobre. Uma enfermeira aproxima-se, e diz que ela tem uma visita. Vemos, então, que se trata de Jacob. Ele conversa com ela numa língua estranha, lamentando não ter chegado mais cedo. Ela diz que está feliz em vê-lo. Jacob, então, diz que está ali porque precisa da ajuda dela e pergunta se ela está disposta a ajudá-lo. Ela diz que sim.

Na Ilha, Ilana entra na cabana de Jacob. Numa das paredes há um facão cravado, com um pano pendurado. Ela retira a faca, olha para o que está no pano e seu rosto não é dos melhores. Em seguida, ela sai da casa, contando que Jacob não está lá à muito tempo e que alguém tem usado a cabana por ele, ordenando, depois, que queimem a cabana. Bram quer saber o que eles farão a seguir e ela mostra o pano a Bram: vemos, então, a imagem de um deus egípcio, o mesmo representado na estátua. Bram comenta que agora eles já sabem para onde ir.

Fora da Ilha, Jacob lê um livro sentado num banco de rua, quando em seguida vemos um corpo cair do prédio atrás dele. Calmamente, ele fecha o livro e vai até o homem, se agachando diante dele: é Locke, logo após ter sido atirado pela janela pelo seu pai. Jacob toca-lhe no ombro e diz para ele não se preocupar, que tudo ficará bem e lamenta o que lhe aconteceu., saindo em seguida. Locke está sem palavras.

Na Ilha, Locke, Sun, Ben, Alpert e companhia chegam ao local do antigo acampamento dos sobreviventes do voo 815, onde Locke sugere que todos descansem, pois eles devem chegar ao destino deles quando a noite cair, e precisarão de energia para o que ele planejou para o grupo. Todos aceitam. Locke vai falar com Ben, mostrando-lhe a porta da escotilha Cisne, perguntando-lhe o que aconteceu naquele dia em que eles foram à cabana de Jacob e por que é que eles lá foram realmente. Ben diz que ele sabe que ele estava a falar com uma cadeira vazia, a fingir que podia ver e falar com Jacob. E acrescenta que estava envergonhado por nunca ter visto Jacob. Perguntando, de seguida, porque é que Locke quer que ele mate Jacob. Locke diz-lhe que apesar dos seus serviços leais de Ben à essa Ilha, ele teve cancro e que a sua filha foi baleada, mesmo à frente dele. E que em recompensa a esses sacrifícios, ele foi banido da Ilha, sendo que tudo aquilo foi feito em nome de um homem que ele nunca conheceu. E que a pergunta não devia ser porque é que ele ia matar Jacob, mas sim porque é que ele não o ia fazer. Perante tudo isto, Ben fica sem resposta. Ao caminhar no acampamento, Sun vê o berço de Aaron, no chão. Ela vai ajeitá-lo, vendo um brilho na mantinha do berço: é o anel que Charlie deixou, antes de ir cumprir o seu destino. Ela pega o anel e observa-o...

Num flashback, vemos o casamento de Sun e Jin. Após a troca de alianças, um homem vai cumprimentá-los, naturalmente, que esse homem é Jacob. Em coreano, ele deseja a felicidade dos dois, e que eles nunca subestimem o amor que têm um pelo outro. Quando ele se afasta, Sun pergunta quem é, e Jin diz não saber, mas observa que o coreano dele é perfeito.

Em 1977, Hurley conduz a carrinha Dharma, dizendo a Jack que estão a cinco minutos da Cisne. Sayid comenta que ele não vai conseguir estancar o sangue, pedindo a Jack que expluda a bomba antes do incidente, senão todo o esforço terá sido em vão. Subitamente, Hurley trava a fundo. Jack quer saber o motivo para ele ter feito aquilo e o Hurley aponta para fora da carrinha: lá vemos Sawyer, Juliet e Kate. Jack parece não acreditar.

O grupo de Locke segue a caminhada, mas logo Richard Alpert para. Locke quer saber o motivo, e o hostil mostra-lhe o pé de quatro dedos, acrescentando que é ali que Jacob vive.

Em 1977, na floresta, Sawyer pede a Jack que o ouça por cinco minutos, e o médico acaba por aceitar.

Fora da Ilha, vemos uma operação, em que Jack põe a vida da paciente em perigo. Nervoso, ele é interrompido por Christian que ordena que ele conte até cinco de olhos fechados, para depois então conseguir terminar a operação. Jack concorda, fazendo o que seu pai diz e logo retoma a operação. Depois da operação, eles encontram-se no hospital, quando Jack tenta em vão tirar um chocolate que ficou preso na máquina. Christian vai até ele e diz que a rapariga está bem e que não ficará paralisada. Ao notar algo errado com o filho, pergunta o que se passa. Jack diz que ele o envergonhou e que agora todos pensam que ele só está ali por ser filho de quem é. E acrescenta que sabe que ele não confia nele, mas que precisa que a sua equipa confie. Christian diz, então, que não tem a certeza se é ele quem não confia nele. Ao ver o pai afastar-se, Jack ouve alguém perguntar se um daqueles chocolates é dele, e vemos de novo Jacob, que depois de ouvir Jack dizer que ficou encravado, diz que apenas precisava de um empurãozinho.

Na Ilha, em 1977, Jack e Sawyer sentam-se para conversar. O segundo conta sua tragédia familiar, dizendo que tudo aquilo aconteceu um ano atrás, e explica por que não tentou impedi-la, pois o que aconteceu, aconteceu. Jack diz que há um medo de mudar as coisas e Sawyer quer saber o que ele fez de tão grave para querer explodir tudo por uma segunda oportunidade. O médico então explica que à três anos Locke lhe havia dito que tudo aconteceria por um motivo, por destino. Sawyer diz que não acredita no destino e que quando um homem faz alguma coisa é porque quer alguma coisa para si. Jack diz, então, que a tinha e que a perdeu, e Sawyer percebendo que ele está a falar de Kate diz-lhe que ela está ali mesmo e que ele pode fazer ela voltar para ele. Jack diz que é tarde para isso. Sawyer lembra que se o que ele conseguir fazer o que pretende, então ele e Kate serão estranhos, e que ela estará presa. Jack diz, então que o que tiver que ser, será. Sawyer percebe então que não o conseguirá fazer mudar de opinião, por isso agride-o com um soco e os dois começam uma verdadeira “batalha” com agressões de parte a parte, até que Juliet aparece e manda que Sawyer pare e que deixe Jack fazer o que tem a fazer, pois aquilo é o que está certo. Indignado, Sawyer lembra que foi ela que disse para eles irem à Ilha para impedirem Jack, mas Juliet apenas diz que mudou de ideias.

Fora da Ilha, uma rapariga loira chora, ao lado de outra morena, e de seus pais, que lhes comunicam que vão divorciar-se. A mãe chama a morena de Rachel, e a loira, de Juliet. Mesmo ouvindo os pais dizerem que eles não deixarão de gostar dela por estarem separados, revoltada, ela sai correndo, deixando os dois com a irmã, não percebendo porque é que eles se vão separando, mesmo depois da justificação da mãe que às vezes amar não basta.

Na Ilha, Sawyer quer saber porque é que Juliet mudou de ideias. Juliet afirma que mudou de ideia quando viu Sawyer olhar para Kate e acrescenta a mesma frase que ouviu da mãe, a mesma que amar, não quer dizer que tenham de ficar juntos. Indignado, Sawyer diz que não interessa para onde ele olhou, pois é a ela quem ele ama. Mas Juliet diz querer ajudar Jack, pois assim ela e Sawyer nunca se irão conhecer, e assim ela também nunca o irá perder.

Na estação Cisne, segue a perfuração, e Chang alerta Radzinski que a perfuradora está atingindo o nível crítico de trabalho e que, se eles perfurarem mais e atingirem o foco de energia, e que uma tragédia ocorrerá. Nisto, Phil chama Radzinski pelo rádio, contando que o hostil que disparou contra Ben voltou ao acampamento, atacando os Dharma e sendo resgatado por alguns deles, e que Roger disse que um deles tinha uma bomba. Radzinski lembra que eles sabem da existência da Cisne e ordena que Phil leve armas e reforços, até eles. Escondido na folhagens, Jack assiste à perfuração. Kate chega até ele, pergunta o que houve e ele explica que a conversa com Sawyer não foi tão boa. Eles lembram de quando se conheceram na Ilha, e ambos ficam sem graça. Jack pergunta, então, porque ela não queria que ele falasse de Aaron e ela explica que estava com raiva dele por querer que ela voltasse à Ilha. Ele então pergunta se ela voltou por ele, e Kate explica que foi para devolver Aaron à mãe. O médico tenta dizer que, se tudo der certo, Claire estará com Aaron, mas ela lembra que ela iria dar o bebé para adopção. Jack diz que ela não pode ter a certeza daquilo e que mesmo que ela o fizesse teria sido uma escolha dela. Afirmando, depois, que nada que ele fez na vida pareceu tão certo como aquilo, querendo que ela acredite nisso. De repente, eles são interrompidos por um alarme, soando na Cisne. Técnicos parecem estar com problemas. Jack sabe que chegou a hora e pergunta a Kate se pode contar com ela. Ela diz quem sim.

De novo num flashback, vemos Hurley a sair da prisão, e alegar junto ao policia que matou muitas pessoas, mas o ele manda-o sair, dizendo que há um táxi do lado de fora. Ao abrir a porta do carro, vemos Jacob que tem ao seu lado um estojo de guitarra, e que oferece dividir o carro com Hurley e este aceita. Hurley conta que matou três pessoas, mas que na realidade isso não é verdade, e pergunta ao homem qual foi o crime dele. Jacob nega ter cometido qualquer crime e que estava à espera dele, e então Hurley constata que Jacob deve estar morto, mas ele garante que não e diz que está ali para saber porque é que eles irão voltar para a Ilha. Hurley explica que é amaldiçoado, e que ele é o responsável pela queda do avião, pelas mortes dos amigos, e que ainda por cima fala com mortos, não conseguindo que fazer as coisas pararem. Jacob diz que talvez ele não seja amaldiçoado, mas sim abençoado, pois para ele falar com os mortos é algo bom. Hurley concorda, mas lamenta a parte em que parece ficar louco. Jacob garante que ele não é louco e quando Hurley pergunta quem ele é, Jacob pede ao motorista para parar o carro e explica-lhe que ele só irá no voo 316 da Ajira se quiser e que ele não é obrigado a nada. Ao sair do taxi, Jacob deixa nele o estojo da guitarra, e Hurley que ele se esqueceu dele. Mas Jacob vai embora dizendo que não está ali guitarra nenhuma sua.

Na Ilha, Hurley dá água a Sayid e diz que tudo vai ficar bem quando Jack mudar o futuro. Miles diz a Jin que acha que Sayid não sobreviverá. Jack e Kate chegam, e o médico pega na bomba. Sayid pede que ele tenha cuidado, já que a bomba será detonada por impacto, e manda que Jack a expluda o mais próximo possível da fonte de electromagnetismo. Jack garante que aquilo irá funcionar e que ele o irá salvar, mas Sayid diz que nada o poderá salvar. Jack vai em direcção à Cisne, cruzando-se com Juliet e Sawyer pelo caminho, e dizendo a este último que o vê em Los Angeles.

Em 2007, Locke está diante do pé de quatro dedos. É noite, e todos montaram acampamento próximo do resto da estátua. Richard Alpert vai perguntar a Locke se ele tem certeza do que está a fazer. E este garante que sim e que já está farto de esperar. A alguns metros dali, Sun pergunta a Ben sobre o resto da estátua, mas ele diz que ela já estava assim quando chegou à Ilha, mas ela, tal como nós, não acredita muito naquilo. Indo para mais perto do pé da estátua, Locke chama Ben para seguir com ele e com Alpert. Ben concorda, mas Richard diz que apenas o líder deles pode estar com Jacob, ao que o Locke rebate que pensa que é ele quem inventa aquelas regras e que se houver algum problema em Ben ir com ele, ele próprio resolverá isso com o Jacob. Então, Alpert empurra uma parede aos pés da estátua, e ela cede. Ele sai do caminho, Locke empurra o pouco que faltava, e ele e Ben entram na câmara sob a estátua. Ben vê uma entrada, de onde vem uma luz. Nisto, Locke diz-lhe que não será fácil ele fazer aquilo, perguntado se ele tem a certeza que o quer fazer e que as coisas irão mudar quando Jacob morrer, entregando-lhe uma faca. Os dois seguem em direcção à entrada iluminada.

Junto à carrinha Dharma, Jin cuida de Sayid, e Miles levanta uma questão, que por acaso já me tinha ocorrido, que se calhar o incidente poderia ser causado por aquilo que Jack ia fazer, ou seja, seria a bomba a causar o que eles estavam a tentar impedir. Juliet e Sawyer entreolham-se, e Miles, ironiza, dizendo que estava contente por eles terem pensado naquilo. Longe dali, eles avistam um jipe com Dharmas e Jin diz que é Phil que com certeza irá para a Cisne. Kate diz que Jack corre perigo e que eles têm de o ir ajudar. Sawyer pede a opinião de Juliet e ela diz uma frase que já conhecemos: ou eles vivem juntos ou morrerão sozinhos.

O jipe chega à Cisne, e Radzinski manda Phil e os Dharmas para rodearem o perímetro. Chang diz a Radzinski que eles têm que afastar as pessoas dali, mas ele não lhe liga. Perto dali, Jack observa tudo, e decide aproximar-se, mas logo Phil consegue vê-lo. Dou-se, então, alguns disparos, aos quais Jack tenta responder. Em pouco tempo, chega a carrinha Dharma, com Juliet, Miles, Sawyer e Kate atirando de portas abertas, dando cobertura ao médico. Na confusão, Sawyer dá uma pancada em Radzinski e ameaça Phil, fazendo-o de refém, mandando todos abaixarem as armas. Todos obedecem e ele manda Jack fazer o que tem a fazer, ordenando que a maquina responsável pela perfuração seja desligada. Pierre Chang obedece, mas não consegue desligá-la, pois ela já atingiu o que não devia. Jack pega a bomba, e para por um instante. Sawyer pergunta pelo que é que ele está à espera e o médico depois de olhar para a Kate, que acena positivamente com a cabeça, e de Sawyer olha para Juliet, que sorri, Jack atira a bomba para o buraco da perfuração. Todos ficam à espera da explosão... mas nada acontece, o que leva Sawyer a comentar que aquilo não se parece com o aeroporto internacional de Los Angeles. De repente, a máquina perfuradora começa a entrar em colapso. Os objectos de metal são atraídos para o buraco. A estrutura desmonta, e o braço de Pierre Chang fica preso nas ferragens, o que leva a que Miles o vá ajudando gritando pelo pai. Ouve-se barulhos semelhantes aos escutados quando o céu ficou roxo. Jack é atingido na cabeça por uma caixa de ferramentas que voou, desmaiando. Miles liberta o braço de Chang, preso. Radzinski e outros Dharma tentam partir de jipe, mas até o veículo é atraído pelo buraco. Phil pega uma arma e, quando vai atirar em Sawyer, é derrubado por andaimes e tem o corpo atravessado por alguns ferros. Instantes depois, correntes se enroscam no corpo de Juliet, a atraindo para o buraco. Kate tenta segurá-la, mas acaba por ser Sawyer a conseguí-lo, gritando que a apanhou. Kate tenta tirar as correntes de Juliet, mas não consegue. Sawyer pede que ela não o largue e ela diz que o ama. Sawyer está desesperado e volta a pedir que Juliet não o largue, mas a estrutura está a ceder e Kate não consegue ajudar. Juliet volta a dizer que ama Sawyer, que o ama muito, acabando por ser sugada pela fonte de energia. Sawyer desespera e não quer acreditar.

Em 2007, Alpert oferece água a Sun, que pergunta se ele tem bebida alcoólica, ao que ele responde que não importava de ter. Logo, chega o grupo de Ilana, o que chama a atenção dos Outros, que pegam logo nas armas, mas ele pede que eles não atirem , pousando a sua arma no chão. Ela, então, pergunta quem é Ricardus. Richard Alpert aproxima-se dela e diz que na verdade é Richard. Ela, então, pergunta O que há na sombra da estátua? e Alpert responde algo, numa língua esquisita, talvez latim. Ilana sorri e apresenta-se dizendo que traz algo para ele ver, mandando em seguida que seus companheiros abram a caixa e Richard pede aos para terem acalma e para não dispararem. A caixa é aberta e viram o seu conteúdo na areia. Richard Alpert estica o pescoço, e vê o corpo de um homem de fato e nós até podemos ficar com dúvidas de quem se trata, mas depois de ele perguntar onde é que eles o encontraram e de ela responder que foi no compartimento das malas do avião onde vieram, mas precisamente num caixão, vemos, claramente, que é John Locke. Sun, então, pergunta o que todos queremos saber: se aquele é o Locke quem é o outro que foi para a estátua?

Dentro da câmara sob a estátua, Locke e Ben chegam à sala, a mesma vista no início do episódio, em que Jacob usava o tear. Embevecido, Ben olha ao redor, examinando atentamente a tapeçaria na parede. De repente, Jacob pergunta se ele gostou, e vemo-lo sentado numa cadeira de baloiço, num canto da sala, acrescentando que foi ele quem o fez e que demorou muito para o fazer, mas que a ideia deve mesmo ser essa. Locke lança-lhe um “olá” e Jacob observa que ele encontrou a passagem. Locke confirma que sim e que ele nem imagina o que ele passou para ali estar. Espantado, Ben pergunta se eles já se haviam encontrado e Locke diz que de certa forma sim, ordenando de seguida que ele faça o que tem a fazer. Jacob intervém dizendo que seja lá o que foi que Locke lhe disse que ele não precisa de o fazer, pois pode escolher, entre fazer o isso, ou deixá-lo ali aos dois a resolver as diferenças deles. Ben diz, então, que aquela não lhe parece ser a altura ideal para ele ter deixado de o ignorar e que nunca havia questionado nada do que Richard havia dito que ele mandou fazer, mas que quando o quis ver, foi-lhe dito para ser paciente, o que não aconteceu com Locke, querendo saber o que ele tinha de errado. Jacob, não parece perceber bem a pergunta, mas também não tem muito tempo, pois Ben, esfaqueia-o duas vezes no peito, junto ao coração. O homem cai e sussurra a Locke que eles estão a vir, e Locke atirá-o, com um pontapé, para dentro da fogueira que ardia no centro da sala.

Em 1977, Jack vai recuperando os sentidos, pondo-se de pé, vendo Kate tentando fazer com que Sawyer saia de perto do buraco em que deixara Juliet acabará de cair. Ele consegue puxar Sawyer, e nisso as ferragens da máquina de perfurador e os outros objectos metálicos ao redor são sugados pela energia que vem da perfuração. Vemos destroços metálicos seguirem para o fundo do buraco, onde está o corpo de Juliet... E, de repente, ela acorda... Chorando, agoniada, ela olha para o lado e vê a bomba, intacta. Tossindo, ela pega uma pedra, e começa a batê-la na bomba. Gritando para que ela detone, o que parece não acontecer, mas ela continua a bater até que... surge um clarão e...


E mais nada. O episódio acaba e mais só em 2010. Que grande, grande, grande, grande, grande, episódio... se alguém não gosta de Perdidos (o que é impossível) que veja este episódio e logo perceberá que não há serie melhor do que esta... muita coisa ficou por responder e outras tantas dúvidas surgiram e reforço o que disse a cima que 2010 venha depressa... dá para ajudar Sr. John Locke ou lá quem você, na realidade, é :).

-> Como sempre o crédito das imagens vai para o Naufrago. Podem visitá-lo aqui.

Etiquetas: , , ,


Comentar ou voltar à página inicial.